19.1.14

campões de si mesmo

Baixo o som pra escutar o barulho do vento e penso em tudo que passou numa época que nem faz tanto tempo mas hoje é tão longe. Esse exercício de botar as ideias em ordem é mais costumeiro ultimamente, depois dessa ginástica me estico.
 
Tem uma paz danada misturada numa força de dentro tão mas tão grande que eu até assusto.
 
Tem esse lado delicado da vida que sorri e que ensina a gente a dançar até sem música. Qualquer coisa que pulsa, que pula, que tem pulso. Qualquer coisa que faça a vida desobedecer ordens. Mas se for a ordem de ser feliz, essa sempre sigo. 
 
Trago muita coisa bonita de lá, de um tempo delicado que explode no peito feito paixão. Mas só sigo os desvios, apaixonada por de essa coisa que escapa do caminho, o colorido de um punhado de retalho. Retalhos, matéria prima da vida. Desvios, a graça de continuar com paixão com surpresa de outro caminho. Um alfabeto inteiro de possibilidades.
 
É um caminho bonito até aqui cheio de letras esquecidas e passadas já com o tempo, esse que coloca tudo no lugar e a gente assina embaixo, querendo ou não.
 
É o caminho que me enche os olhos que me estica a mão e me traz sempre de volta pro começo construindo. Construindo coisas pequenas, coisas grandes, coisas esquecidas pensando que a vida é boa que viver dói mas passa, amando bonito e sem medo. Amando a vida.
 
E a gente vai, vai colorindo um desenho aqui outro ali, desses que a gente pode até chamar de vida e pôr ele pra cirandar nesses dias de amor ao caminho que a gente mesmo escolheu e costura todo dia. Um retalho atrás do outro. De delicadezas, de sorrisos, de surpresas, de olhos fechados e abertos e muita valentia e um coração corajoso.
 
Que é pra isso que serve a vida, é pra viver. Pra gente continuar costurando, colorindo, indo, rindo e no que eu mais quero acreditar que depois de tudo isso tem sempre muito mais. E isso me basta e é tanto que se tornou oração.
 
Eu aprendo a gostar mais do caminho do que da chegada porque talvez ele não acabe, porque para mim ele se tornou sagrado, esse caminhar de aprendizados, essa oportunidade divina que aproveito do meu jeito torto, desse jeito que é meu.
 
Esses retalhos da vida que a gente vai costurando com as coisas que são mais importantes, tombos, olhos cheios, mãos estendidas, sorrisos largos e uma alma com sede.
 
Importante é caminhar junto com o que sempre se imaginou, costurando com os apetrechos que tem. Acenando pros lugares que passou e procurando por um colorido bonito sorrindo suave com o peito forte sem esquecer que a gente pode, pode sim. A vida tem seus meios de fazer a gente ganhar. Tem muito caminho bonito pra seguir e tem os quase não são, mas é quase!
 
 É um caminho bonito, acredite. É sempre, bem mais
 
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3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito lindo, leve e delicado... fala ao coração.

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  3. Levando suas lindas palavrinhas para passear no meu céuzinho senhorita Vanessa! :)

    http://jasonjrcajazeir.blogspot.com.br/2014/04/passeandando-por-ai-lxxxiv.html

    *-* Beijos! JasonJr.

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